terça-feira, 15 de julho de 2014

FIA veta suspensão interligada e deve prejudicar Mercedes

FIA veta suspensão interligada e deve prejudicar Mercedes

A polêmica está armada na Fórmula 1. O GP da Alemanha, no próximo final de semana, deve marcar a proibição definitiva do chamado FRIC (um tipo de suspensão interligada hidraulicamente). E, claro, como sempre ocorre na categoria, quem está na frente provavelmente deve ser mais prejudicado. O sinal de alerta está ligado na Mercedes, equipe que teria atingido o maior grau de sofisticação do sistema e teria muito a perder com uma mudança de regulamento em meio ao campeonato. Mas vamos “começar pelo começo”, pela definição do que é essa tal suspensão interligada. Desde que o desgaste de pneus virou questão chave na Fórmula 1, cresceu ainda mais a importância da suspensão no balanço do carro. Lembram da Lotus no ano passado? Era um carro que conseguia poupar os pneus de modo drástico em relação aos rivais. A estratégia de menos paradas nos boxes deu a Kimi Raikkonen – então piloto da equipe – uma vitória e seis segundos lugares. O segredo daquele carro? Uma desenvolvida suspensão interligada, o FRIC.

Mercedes pode ter o seu "passeio" até a conquista dos mundiais de pilotos e construtores dificultado pela decisão da FIA de que o FRIC é um dispositivo ilegal Desde que a suspensão ativa foi proibida, em 1994, as equipes lutam para criar mecanismos que façam com que a suspensão se adapte melhor a cada circunstância de uma pista: suas irregularidades, suas curvas de alta e baixa velocidades, etc. O atual FRIC é quase uma “suspensão ativa hidráulica”, grosseiramente falando. Na verdade, as quatro suspensões do carro são conectadas por dutos. A força G das freadas e curvas movimenta esse fluído para trás, frente, esquerda e direita. A pressão exercida sobre cada braço da suspensão muda, portanto, a cada direção tomada pelo carro. Isso ajuda a endurecer e amaciar a suspensão a cada trecho do circuito – exatamente como a suspensão ativa fazia no passado, através da eletrônica. No último entendimento da FIA sobre o tema, a entidade alegou que o FRIC é artifício aerodinâmico. E como prevê o regulamento técnico da Fórmula 1, tais peças não podem ser “móveis”. O único dispositivo aerodinâmico móvel permitido é o DRS (abertura de asa para ultrapassagens). O órgão, no entanto, jogou a questão para as equipes. Pediu para os times decidirem se o veto deveria valer já para o GP da Alemanha ou apenas para a temporada 2015. Como a decisão para postergar o veto deveria ser unânime, não houve consenso, obviamente. As equipes, principalmente as menores, sabem que mudanças forçadas e repentinas nas regras podem mexer na ordem de força do grid e prejudicar quem está na frente. Mas a questão não é tão simples. A FIA não vai fiscalizar, de fato, se os carros estão equipados com o FRIC. Vai caber às equipes fazer denúncias sobre as outras. Quem julgará a questão, então, serão os comissários do GP da Alemanha. Se o veredicto for a condenação, a pena é a desclassificação da equipe. Por isso, a McLaren já confirmou que não utilizará o dispositivo. A Mercedes também sinalizou que não deve equipar o carro com o FRIC neste final de semana. Todas as outras devem seguir o mesmo caminho. É perfeitamente plausível pensar que todo este movimento só está sendo feito por haver uma equipe dominante no grid. É consenso no paddock que a Mercedes vai ser a mais prejudicada, porém é provável que ela mantenha a sua dominância, já que possui o melhor motor e o melhor turbo da F1. O que deve acontecer é que a sua vantagem avassaladora, que já caiu em relação ao início da temporada, deve diminuir ainda mais. E isso é bom para o show, mas ruim para o esporte. Mudar as regras do jogo no meio dele é sempre uma vergonha. Leia mais: Relargada com carros parados eleva o show, mas preocupa Alonso x Vettel: um dos chororôs mais feios da história

A polêmica está armada na Fórmula 1. O GP da Alemanha, no próximo final de semana, deve marcar a proibição definitiva do chamado FRIC (um tipo de suspensão interligada hidraulicamente). E, claro, como sempre ocorre na categoria, quem está na frente provavelmente deve ser mais prejudicado. O sinal de alerta está ligado na Mercedes, equipe [...]

Categoria: Sem categoria
creator: f1-onboard
Publicado em: Tue, 15 Jul 2014 14:10:16 +0000
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